D EPRESSÃO – QUANDO BUSCAR AJUDA PROFISSIONAL
Sabe-se
que ninguém passa pela vida sem experimentar momentos de tristeza. Entende-se, também, que
isso
é inerente à natureza humana, visto que
as
frustrações são
inevitáveis.
O problema
surge quando a tristeza
se torna intensa e prolongada, prejudicando a
vida pessoal, social, profissional e
familiar. Nos casos mais brandos, como na depressão leve, a
pessoa ainda consegue buscar ajuda ou alguém com
quem possa compartilhar seu sofrimento. Normalmente recorre a amigos, líderes religiosos, médicos ligados à
família, entre outros. Muitas vezes, a manifestação branda e prolongada, que caracteriza
a distimia, é entendida apenas como tristeza, o
que faz com que
a pessoa passe meses ou mesmo anos sem
receber
o devido
diagnóstico
e o tratamento adequado.
Uma outra situação, bem mais preocupante, surge
quando a reação depressiva leva
a pessoa a isolar-se, apresentando um estado de indiferença, abandonando as
atividades sociais e
profissionais, além de desenvolver
idéias suicidas.
Essa situação compromete a
higiene, a aparência, a saúde e a própria vida do deprimido. Acontece que quando
este chega ao “fundo do
poço”, normalmente não encontra
energia
e
esperança
suficientes que o
façam buscar
ajuda. Cabe
então à família e aos amigos, tomarem a iniciativa
de cuidar da integridade
física
e mental do deprimido, buscando
apoio médico e psicológico. Com freqüência, é necessário acompanhar e estimular
o cumprimento das prescrições médicas
até que recupere a condição de cuidar-se.
Melhor é que não se espere chegar a um ponto
tão sério para
procurar auxílio profissional. O ideal
seria que ao sentir-se desmotivada e com uma tristeza intensa e sem
causa aparente, a pessoa já procurasse uma orientação psicológica, evitando
assim o agravamento
do quadro.
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