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DEPRESSÃO – QUANDO BUSCAR AJUDA PROFISSIONAL

Sabe-se  que  ninguém  passa  pela  vida  sem experimentar momentos de tristeza. Entende-se, também, que isso é inerente à natureza humana, visto que as frustrões são inevitáveis.

O problema surge quando a tristeza se torna intensa e prolongada, prejudicando a vida pessoal, social, profissional e familiar. Nos casos mais brandos, como na depressão leve, a pessoa ainda consegue buscar ajuda ou alguém com  quem possa compartilhar seu  sofrimento.  Normalmente recorre  a amigos, líderes religiosos, médicos ligados à família, entre outros. Muitas vezes, a manifestação branda e prolongada, que caracteriza a distimia, é entendida apenas como tristeza, o que faz com que a pessoa passe meses ou mesmo anos sem receber o devido diagnóstico e o tratamento adequado.

Uma outra situação, bem mais preocupante, surge quando a reação depressiva leva a pessoa a isolar-se, apresentando um estado de indiferença, abandonando as atividades sociais e profissionais, além de desenvolver idéias suicidas.
Essa situação compromete a higiene, a aparência, a saúde e a própria vida do deprimido. Acontece que quando este chega ao fundo do poço, normalmente não encontra energia  e  esperança  suficientes  que  o  façam  buscar  ajuda. Cabe então à família e aos amigos, tomarem a iniciativa de cuidar da integridade física e mental do deprimido, buscando apoio médico e psicológico. Com freqüência, é necessário acompanhar e estimular o cumprimento das prescrições médicas até que recupere a condição de cuidar-se.

Melhor é que não se espere chegar a um ponto tão sério para procurar auxílio profissional. O ideal seria que ao sentir-se desmotivada e com uma tristeza intensa e sem causa aparente, a pessoa procurasse uma orientação psicológica, evitando assim o agravamento do quadro.



DEPRESSÃO – INÍCIO DO SÉCULO XXI
        O início do século XXI, em decorrência da década de 90, considerada a “década do cérebro”, tem sido marcado por inúmeras pesquisas no campo das neurociências. Recursos de imagem como a Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET) e a Espectroscopia por Ressonância Magnética têm possibilitado novos entendimentos sobre o funcionamento das diversas estruturas que compõem o cérebro e que parecem estar envolvidas nos transtornos de humor.
     Novos segmentos acadêmicos têm proporcionado maior integração entre as áreas médica e psicológica. Como exemplo, podemos citar a psicobiologia, a neurociência clínica, e a neuropsicologia


  É possível que tais contribuições, aliadas aos diversos recursos psicoterapêuticos já existentes e aos avanços da psicofarmacologia, resultem numa melhor compreensão dos transtornos depressivos, no aperfeiçoamento das práticas psicoterápicas e na produção de fármacos de ação seletiva e com menos efeitos colaterais.